Arritmia cardíaca: Disfunção congênita pode ser fatal

De acordo com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), a arritmia cardíaca é uma disfunção que faz o coração bater mais acelerado ou mais lento do que o normal, ou ainda oscile em diferentes ritmos levando a sintomas de batedeira, cansaço, indisposição, tontura, desmaios e até a morte súbita.

Esta disfunção atinge mais de 20 milhões de brasileiros e leva à morte de mais de 320 mil por ano. 

O cardiologista eletrofisiologista Vinícius Marques Rodrigues (CRM GO 10224), que atende no centro clínico do Órion Complex, explica que a arritmia é uma doença congênita.

“A pessoa nasce com esse problema, que pode se manifestar em qualquer idade e não precisa ter nenhum problema anterior no coração”, afirma. Ele destaca ainda que a fibrilação arterial é a arritmia mais comum.

“E pessoas com mais de 70 anos têm 30% de chance a mais de desenvolvê-la”, alerta. Segundo ele, a fibrilação arterial pode causar AVC, ao contrário de outras arritmias.

Porém, as pessoas mais jovens que a desenvolvem só têm risco de ter AVC se já tiverem outras comorbidades”, diz. 

Vinícius Marques destaca que a forma mais grave da doença é a arritmia ventricular, que ao contrário das outras é considerada maligna e atinge cerca de 5% das pessoas.

“Essa é mais complexa e pode levar a um mal súbito”, ressalta. Para estes o médico que o novo coronavírus pode agravar a arritmia.

“A Covid-19 é uma doença inflamatória e doenças assim deixam o coração mais sensibilizado. Dessa forma, a pessoa pode desencadear mais cedo a arritmia cardíaca”, revela o especialista que possui 20 anos de experiência.

Diagnóstico e tratamento

Para identificar uma arritmia cardíaca é preciso realizar exames como o teste ergométrico, holter e eletrocardiograma. “Quando esses exames estão alterados é preciso analisar um tratamento”, afirma o cardiologista.

O tratamento dessa disfunção pode ser realizado com de medicamentos contínuos, para o controle do caso, ou através de cirurgia, denominada ablação.

“Em alguns casos é indicado a colocação de marca-passo também”, lembra o médico.

O cardiologista explica que a ablação é um micro invasivo e que, através dele, é possível fazer tanto o diagnóstico quanto o tratamento do problema no mesmo momento.

“Introduzimos um cateter pela virilha, com uma microcâmera para identificar a arritmia e realizar a cauterização dos nervos que estão causando esse distúrbio”, explica.

Inovação

Para os que necessitam fazer esse procedimento, uma boa notícia foi celebrada por toda comunidade médica em Goiânia.

Agora é possível fazer o mapeamento eletroeletrônico do coração e a cirurgia de ablação de forma mais precisa, por meio de uma tecnologia inovadora.

Trata-se do aparelho Carto, já difundido nos Estados Unidos e com uso em apenas algumas cidades brasileiras

Em Goiânia, foi realizada recentemente a primeira cirurgia de ablação com o uso do dispositivo. 

Os cardiologistas Vinícius Marques Rodrigues e Wendel Santos Moreira, juntamente com a equipe, realizaram o procedimento.

A operação que teve duração de quatro horas no Hospital Órion, em um do sexo masculino de 60 anos.

“O cateter usado é inovador, de última geração, oferece as imagens mais precisas e reduz os de perfurar o coração. Eles já são baixos, entre 8% e 10%, mas passam a ser de 2% e 3%”, afirma.

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