Bebês: Qualidade do sono é essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo

Uma noite bem dormida é o ponto de partida para uma saúde física e emocional estável. Não é novidade que muitos bebês têm dificuldade de dormir por longos períodos da noite, e isso interfere no sono de toda a família.

Pensando nisso, a MAM Baby reuniu dúvidas de pais e mães e convidou uma especialista da área de saúde para responder e gerar informações úteis sobre como manter a qualidade do e, consequentemente, dos adultos também.

Segundo Bruna Brione, pediatra, gastropediatra, consultora do sono e de amamentação, é no sono que o ser humano faz os ciclos hormonais e reforça as sinapses, que são as conexões cerebrais formadas a cada novo aprendizado.

A má qualidade de sono pode afetar toda essa dinâmica, além de deixar a criança mais irritada, afetar a memória e comprometer o aprendizado. 

“O GH, hormônio diretamente ligado ao crescimento e ao desenvolvimento da criança, tem seu pico de secreção durante o sono profundo.

Por isso, o descanso é tão importante, e dormir mal pode trazer malefícios para o desenvolvimento da criança”, adverte Bruna. 

Para a pediatra, a melhor estratégia é definir uma rotina diária. Além de dar segurança, conforto, confiança e garantir um descanso de qualidade para seu filho, manter um ritual significa fazer, dia após dia, a mesma coisa na hora de colocar o para dormir.

Dessa forma, a criança se sente segura, chora menos e entende o que está por vir. Abaixo, separamos algumas dicas que podem ajudar na construção de uma rotina para a sua família. 

Organizar as agendas

É importante tentar iniciar a rotina assim que o bebê nascer, mas é possível encontrar um equilíbrio. O ideal é que a criança durma perto das 19h, o que pode diminuir o tempo com os pais, quando trabalham fora e chegam tarde, por exemplo.

Uma alternativa seria tentar fazer com que o tempo de qualidade juntos seja pela manhã, antes que os pais saiam para trabalhar. 

Manter a casa dormindo 

Alguns pais dormem mais tarde e deixam a casa com as luzes acesas, barulhos mais altos e TV ligada. O ideal é que, mesmo que os pais ainda estejam acordados, a casa esteja “dormindo”.

Um ambiente mais tranquilo, à meia-luz e com menos barulhos, torna-se mais agradável para que o bebê descanse. 

Criar padrões na casa 

Durante a gravidez, a mulher já pode fazer uma consulta pré-natal e entender um pouco sobre o sono do bebê.

A casa deve manter um padrão: pela manhã, sempre abrir janelas e deixar os barulhos acontecer; já no fim da tarde, dar início ao processo de “descanso”, com a diminuição de estímulos, luzes e barulhos. O quarto do bebê deve ser montado sem muitos estímulos. 

Rituais do soninho 

Ritual é quando fazemos alguns passos iguais e seguidos de forma repetitiva. Podemos começar sempre no mesmo horário, dando banho, massagem, e com uma música baixa e relaxante ao fundo.

Colocar um pijaminha e cantar uma canção para o bebê. Assim, ele já entende, ao longo do tempo, que a hora de dormir chegou.

O ideal é levar o bebê adormecendo (ainda um pouco acordado) ao berço, e nunca em sono profundo.

Assim, quando acordar durante a noite, ele não vai se assustar por não estar mais no colo do cuidador.

Leve-o adormecendo, fique ao lado e acaricie o bebê, para que ele entenda que você está lá.

Atenção à alimentação!

As coisas que a criança come interferem tanto na qualidade quanto no tempo do sono.

Se o bebê não comer bem, acordará mais, porque está com fome. Caso não tenha uma rotina, ficará mais ansioso e com o sono mais agitado.

Se não for estimulado o suficiente, o bebê não fica cansado à noite para dormir.

Manter as sonecas diurnas

Cortar uma soneca que o bebê deveria fazer pode acarretar 20% a mais de tempo para ele dormir à noite.

Isso porque a criança pode ter um aumento do cortisol, que é um hormônio do estresse e contrário ao sono.

A soneca pode acontecer entre 3 e 5 anos. Nessa idade, ela é única no dia e dura no máximo duas horas.

Naninha é legal, mas depende

Panos, naninhas ou ursinhos podem ser considerados objetos de transição e um hábito de sono, ou seja, a criança precisa deles para dormir.

É possível que ajudem ou atrapalhem, depende do caso, e vale observar o bebê. Só não se deve, em nenhuma hipótese, dar um objeto de transição para uma criança com menos de 6 meses. 

Luzes apagadas! 

A luz inibe a liberação da melatonina, hormônio indutor do sono. Por vezes, até a luz da babá eletrônica, por exemplo, pode atrapalhar na hora de o bebê dormir. 

O ideal é zero luz, e, na hora do ritual do sono, tanto a musicoterapia quanto a cromo e aromaterapia ajudam – e muito! – o bebê a relaxar. 

Essas e outras dicas surgiram com base nas principais dúvidas de mães e pais que foram respondidas pela MAM Baby em uma live em parceria com Bruna Brione.

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