Cuidados que você deve ter com os cabelos durante o inverno na quarentena

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Saiba como cuidar bem das madeixas para que elas não sofram ação do tempo frio e clima seco

Você pode não perceber, mas os nossos hábitos diários mudam na estação mais fria do ano – e mais ainda durante o isolamento social para evitar o contágio com o Novo Coronavírus.

Estresse, alimentação, bebidas, tudo isso influencia na saúde da pele e também dos . “Com a queda da temperatura, os banhos se tornam mais longos e quentes. O couro cabeludo, que é rico em glândulas sebáceas, sofre um ressecamento excessivo causado pela alta temperatura e o resultado é a produção de oleosidade rebote, o que torna os fios pesados e favorece o surgimento da caspa e da queda capilar”, explica a tricologista e dermatologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Além disso, durante a quarentena, ainda podemos sofrer com a queda de cabelo por estresse. “Estima-se que o aumento do cortisol (hormônio do estresse) por um longo período de tempo esteja especialmente envolvido nesse processo, uma vez que ele aumenta quadros de inflamação que dificultam o crescimento dos fios. Além de tratar a queda capilar, nesse caso é indicado também procurar ajuda psicológica para lidar melhor com o fator desencadeante do estresse”, acrescenta.

Além disso, com a baixa umidade do ar (tempo seco), é comum os fios ficarem mais ressecados e sujeitos à quebra. “O tempo muito seco ajuda a retirar a oleosidade e hidratação natural do fio”, diz.

Nesse período, o cabelo também demora mais para secar depois de lavado, por isso o uso do secador se torna mais frequente. “Para evitar que o cabelo fique mais seco, o truque é usarmos sempre um protetor térmico no cabelo.

Também é importante hidratar bem os cabelos, pois o fio saudável é mais resistente e a hidratação é fundamental”, diz a médica. Para passar ileso pelo período mais frio do ano, a tricologista dá algumas :

Temperatura do chuveiro – Evitar água muito quente, pois ela retira a oleosidade natural da pele e do cabelo, provocando ressecamento. A temperatura deve ser no máximo de 35 a 40 graus, que embaça um pouco o espelho. Se todo o espelho estiver embaçado, a água deve estar em excessivos 60 graus aproximadamente.

Uso de Secador de Cabelo – Como é mais frequente no , deve-se utilizar mais longe dos cabelos para evitar o aquecimento do couro cabeludo e prevenir descamações.

Hidratação dos Cabelos – A máscara ideal para causar um efeito nutritivo aos cabelos pode conter na composição produtos derivados de vegetais (Manteiga de Karité, Manteiga de Cacau, Manteiga de Oliva, Óleo de Algodão, Óleo de jojoba), com ativos que repõem os nutrientes necessários para manter os cabelos nutridos e bonitos ao longo do inverno.

Reparação dos quimicamente tratados – Consulte um médico dermatologista ou tricologista, que poderá prescrever fórmulas com ativos especialmente desenvolvidos para tratar cabelos que já passaram por algum tipo de química. Busque fórmulas com ReparAge, Hydra.Sil, Capixil, AMDM, Amisol Trio, Arct Alg e Bioex Cereais.

Uso de condicionador e cremes sem enxágue – Aplicar da metade para baixo nos fios. Evitar contato com o couro cabeludo para prevenir descamações. Lavar retirando bem o produto. Creme sem enxágue também deve ser aplicado evitando contato com a raiz.

Beber muito líquido – Não devemos esquecer o consumo de água, frutas e verduras, que ajudam na hidratação.

Invista nas cápsulas – É sempre muito importante que ativos de uso oral, recomendados por dermatologistas, sejam utilizados para melhorar a qualidade e saúde desse fio. Dentre as opções, estão: Bio-Arct, Biotina, Exysnutriment e InCell.

Consulte o dermatologista – Muitos problemas do cabelo podem ser tratados com procedimentos em consultório ou com a prescrição médica. Consulte um dermatologista mesmo que por telemedicina.

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

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