Cirurgia Maxilo Facial: Contribuindo com a qualidade de vida do paciente

A pandemia levou milhares de brasileiros a cumprirem a quarentena, mas ainda não foi o motivo suficiente para acabar ou reduzir significativamente o número de acidentes nas estradas brasileiras.

É fato que em 2020 houve uma queda no número de acidentes em rodovias, no entanto, os dados continuam apontando números um tanto expressivos e ainda preocupantes, em especial pelas sequelas que deixam, tanto físicas, quanto psicológicas.

De acordo com o Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários, divulgado no início do mês de fevereiro pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), houveram mais de 63.447 acidentes em rodovias brasileiras.

Cerca de 81 acidentes com vítimas ocorreram, em média, a cada 100 km de rodovia. De cada 100 acidentes com vítimas, 10 pessoas morreram em 2020, tendo a colisão como a sua principal causa.

Acidentes em geral deixam sequelas, muitas delas gravíssimas ou que podem ser irreversíveis.

Dos sobreviventes de acidentes rodoviários, por exemplo, há uma taxa de 90% de vítimas (dados do Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários), onde estão propensas a vivenciar um trauma de face que exija intervenção cirúrgica – e na maioria dos casos o paciente pode passar por um delicado processo de reconstrução facial.

“Quando o paciente dá entrada no hospital, analisamos primeiramente o seu estado de , realizamos um diagnóstico e o direcionamos para o centro cirúrgico ou internação para a realização dos procedimentos necessários.

Nestas situações a proposta é tratar e reabilitar de áreas que envolvam a patologia da face, estruturas cervicais, cavidade oral e região craniana. Existem casos mais leves, mas também os mais graves que exigem a reconstrução total ou parcial dessas regiões.

Em determinadas situações, as mais críticas, contamos com o apoio de próteses, enxerto ósseo etc.

O nosso desafio é sempre o de reestabelecer a parte estética e funcional, oferecendo ao paciente”, destaca Dr. Antônio Brito, que é vice-presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial e médico cirurgião especialista nas áreas de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Craniomaxilofacial e Buco-Maxilo-Facial.

Entendendo um pouco mais sobre a

A cirurgia é a modalidade cirúrgica que atua sobre o esqueleto do crânio e da face.

Seu campo de atuação é vasto, mas, pode ser dividido em macro áreas de ação, como a traumatologia, a cirurgia reconstrutora, cirurgia dos tumores dos maxilares, cirurgia das ATMs (articulações temporomandibulares), cirurgia das anomalias congênitas, cirurgia ortognática estética e funcional, e cirurgia oral.

Desenvolvida apenas por médicos cirurgiões Craniomaxilofaciais e Dentistas cirurgiões Bucomaxilofaciais, a atuação desses profissionais é regida por normas estabelecidas pelas referidas entidades de classe que os representam.

Dentro do universo da cirurgia maxilofacial existem atividades comuns à médicos e dentistas, e outras, exclusivas à cada uma dessas duas profissões. Para além desses limites, cabe valorar a crescente e importante atuação em caráter multidisciplinar em que o universo da cirurgia maxilofacial se impõe.

Essa interface é observada com a Neurocirurgia, a Reumatologia, a Cirurgia de Cabeça e Pescoço, a Otorrinolaringologia, a Cirurgia Plástica, a Oftalmologia, a Ortodontia, a Implantodontia, a Clínica de Dor Orofacial e DTM (disfunção temporomandibular), a Prótese Bucomaxilofacial e Anaplastologia, a Fonoaudiologia, a Fisioterapia, Psicologia e outras profissões.

Por Dr. Antônio Brito

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *