Crioterapia: Auxiliando na redução de queda de cabelos

cabelos

Dentre os efeitos colaterais causados pela quimioterapia, a queda dos cabelos é um dos que mais trazem impactos emocionais para o paciente que sente a autoestima abalada pela perda dos fios. ,

A mudança estética afeta o psicológico e pode resultar em estresse, ansiedade e até mesmo depressão. Mas há uma solução para evitar este abalo e reduzir a queda de cabelos: a .

A técnica consiste na utilização de um sistema de resfriamento controlado do couro cabeludo por meio da touca inglesa e, dependendo do caso, pode levar à preservação de até 70% dos fios.

A tecnologia utilizada mundialmente está disponível no COT Oncoclínicas, unidade do grupo de clínicas oncológicas em Minas Gerais, única instituição a oferecer o método em Uberlândia e região.

A preservação da autoestima do paciente oncológico é um grande benefício da crioterapia, como destaca a oncologista do COT Oncoclínicas, Lara Jeanne.

“Diariamente percebemos como a queda de cabelos ainda é encarada com muita dificuldade entre os pacientes em tratamento contra o câncer, sendo a possibilidade de preservar os fios importante para a autoestima e, consequentemente diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida e bem-estar, tão essenciais neste momento delicado.

Oferecendo essa possibilidade incrementamos nossa linha de cuidados, com uma visão holística do paciente, em que seu bem-estar geral é ponto chave no tratamento oncológico”, destaca a oncologista. 

A conservação dos fios é possível devido a redução do fluxo sanguíneo nos folículos capilares proporcionada pela utilização da touca durante a quimioterapia, como explica a Dra. Lara. “Na quimioterapia, o medicamento aplicado penetra no folículo capilar, provoca dano e queda do cabelo.

A touca inglesa é um sistema de resfriamento controlado que irá reduzir o fluxo sanguíneo nestes folículos e consequentemente diminuir a absorção dos fármacos na região do couro cabeludo”, detalha a oncologista que aproveita para ressaltar que há diferentes medicamentos administrados na quimioterapia e os efeitos colaterais também variam.

“Devemos lembrar que nem todas as drogas provocam a queda dos cabelos e o tipo de medicamento administrado também influencia no resultado da crioterapia.

As taxas de sucesso variam de 50% a 90% e, mesmo em casos de pacientes que ainda percebem um pouco de queda capilar, é vantajoso aderir ao método, pois com a realização da crioterapia os fios tendem a nascer mais rápido após o fim da quimioterapia”, reforça Lara.

Devido a redução da circulação dos quimioterápicos no couro cabeludo, a crioterapia não é indicada para alguns casos, como pacientes de cânceres hematológicos, como leucemia e linfomas, pessoas com alergias ao frio, doenças hepáticas e renais graves, metástase manifestada na região ou que estejam em tratamento radioterápico na cabeça.

Para aderir ao método é importante que o paciente consulte seu médico além de passar por um dermatologista.

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