Filhos em casa: como pais devem participar da vida escolar das crianças

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Pesquisa mostra que envolvimento ativo melhora desempenho dos

A participação dos pais na contribui para o desenvolvimento da autoestima, a melhoria do rendimento escolar e o aumento da qualidade do aprendizado. Segundo dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), pais mais interessados fazem com que os filhos tenham melhor desempenho nos estudos. Entre os alunos que disseram que os pais se interessam muito pela vida escolar, a média de desempenho em Ciências foi quase 16% maior que a daqueles cujos pais não demonstram interesse pela escola.

Com o isolamento recomendado pela pandemia da Covid-19, os pais acabam sendo muito mais presentes na rotina escolar dos filhos, e isso pode trazer benefícios. “Tendo em vista que, ao sentir-se valorizada pela família, a criança tende a tornar-se mais segura nas relações sociais, no estabelecimento de amizades e na visão de si mesma, a incidência de indisciplina diminui e os problemas comportamentais também, refletindo nos resultados escolares”, destaca o supervisor pedagógico regional do Sistema de Ensino Aprende Brasil, Rodrigo Leão. Ele lembra que a participação dos pais na vida escolar dos filhos está prevista em lei, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e pelo artigo 205 da Constituição Federal.

Para que os pais possam se fazer mais presentes e auxiliar nas atividades passadas pela escola, o especialista dá algumas dicas:

Conversar e ajudar

“Acompanhar o andamento escolar do filho compreende estar presente, conversar sobre as atividades, incentivar o progresso nos estudos e intervir positivamente quando a criança não estiver atingindo o rendimento esperado”, orienta Leão. “A participação da família proporciona a troca de experiências, a convivência e o acompanhamento das dificuldades, desafios, necessidades, resultados e do desenvolvimento das habilidades dos filhos. Ações simples e cotidianas como leitura, escrita e audição de músicas podem agregar muito ao que a escola precisa passar e está tendo mais dificuldade neste momento”, explica o especialista, complementando que “todas as ações e intervenções mencionadas se resumem em criar um ambiente favorável, dentro de casa, para as crianças e jovens se sentirem estimuladas ao estudo. Nesse momento de isolamento social, essas ações devem ser ampliadas com o desenvolvimento da autodisciplina, rotina de horários de estudo e lazer”.

Contato permanente com a escola

“Os pais devem se manter em contato com os membros escolares sempre que possível, participando de reuniões on-line e colocando-se à disposição para que professores e gestores possam estreitar a comunicação com eles”, comenta o especialista, lembrando que, como premissa do pleno desenvolvimento humano, a educação precisa ser compartilhada com família e escola, já que ambas influenciam na formação dos estudantes e afetam diretamente o desenvolvimento deles, como propulsoras ou inibidoras. “Os pais precisam estar sempre cientes de que sua contribuição e responsabilidade são essenciais para o bom andamento do trabalho da escola, nesta situação, e do aprendizado como um todo”, complementa.

Conhecer os processos e rotinas da escola

O trabalho em parceria pressupõe conhecer e respeitar as especificidades do papel desempenhado por cada um no contexto de educar. “Muitos ruídos na comunicação residem no fato de os pais não conhecerem a rotina e a organização dos tempos e espaços da educação. E a escola, por sua vez, precisa propiciar maneiras de esses pais serem mais ativos e conhecerem tal organização”, revela o pedagogo. “A família precisa confiar nos profissionais que atuam na escola e estar disponível para os momentos em que seja acionada. Pais e escola têm sempre um objetivo em comum: a educação, que só ocorrerá com efetividade se ambos estiverem em sinergia e integração”.

Inteirar-se das modificações de agenda

“É importante que os pais conheçam o planejamento estipulado pela escola durante a crise e tenham acesso às datas de entrega de atividades e encontros on-line”, instrui Leão, para que os pais possam se antecipar às dificuldades. “Caso sejam necessários materiais que não têm em casa, os pais podem providenciá-los ou procurar substitutos para a ocasião, sem deixar de realizar o que o professor pede, conhecendo o objetivo de cada atividade”, aconselha.

Sobre o Aprende Brasil

O Sistema de Ensino Aprende Brasil oferece às redes municipais de Educação uma série de recursos, entre eles: avaliações, sistema de monitoramento, ambiente virtual de aprendizagem, assessoria pedagógica e formação continuada aos professores, além de material didático integrado e diferenciado, que contribuem para o melhor aprendizado dos alunos da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental. Atualmente, o Aprende Brasil atende 243.000 alunos em 199 municípios brasileiros. Saiba mais em http://sistemaaprendebrasil.com.br/.

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