Lúpus: Exposição solar pode desencadear problemas dermatológicos

Os sintomas são os mais variados, como febre, emagrecimento, lesões cutâneas, dor nas articulações, queda de cabelo, úlceras na boca, perda de apetite e fraqueza.

Além do tratamento, o precisa de alguns cuidados extras, principalmente quando pensamos em verão, praia e piscina. O sol pode ser altamente agressivo para esses pacientes e a doutora Luiza Fuoco Rocha, especialista da Cobra Reumatologia e parte da comissão de Artrite psoriásica na Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica por que a exposição aos raios UV podem desencadear problemas dermatológicos.

“Em indivíduos geneticamente predispostos, a exposição aos raios ultravioleta pode servir como gatilho para autoimunidade, uma vez que provoca morte das células da pele, e exposição de autoantígenos (substâncias do próprio organismo não reconhecidas pelo sistema imune).

Estes por sua vez, levam a uma resposta inflamatória exacerbada, mediada principalmente por interferon tipo 1, seguido de ativação de resposta celular e produção de autoanticorpos, amplificando e perpetuando o processo inflamatório.

A lesão tipicamente inicia-se de forma tardia, após alguns dias ou até 3 semanas após a exposição solar, mas pode persistir por meses e deixar cicatriz.”

Os cuidados em relação à exposição ao sol são:

– Usar roupas que não expõem a pele;

– O uso de protetor solar deve ser diário, mesmo em dias nublados;

– É extremamente necessário evitar o sol das 10 às 15 horas;

– Evitar lugares que possam penetrar luz solar;

– Utilize constantemente chapéus e óculos escuros.

As atividades físicas são importantes para quem tem o Lúpus, porém é recomendado que não as faça na luz do dia. Apesar da causa da doença ser desconhecida, a doutora Luiza Fuoco Rocha afirma que os fatores genéticos, hormonais e ambientais são concomitantes para o seu desenvolvimento.

Por Clínica Cobra Reumatologia 

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