Óleo de coco: Pode ajudar na redução de peso

Queridinho entre os nutricionistas e nutrólogos antenados nos benefícios deste alimento, o tem sido fonte de inúmeros artigos científicos que abordam dietas equilibradas para redução de peso ou melhora nos índices que regulam a saúde cardiovascular.

Assim como toda gordura, no entanto, ele deve ser consumido de maneira moderada. 

“Antes de tudo é bom entender que o óleo de coco sozinho, de maneira isolada, não vai fazer ninguém emagrecer.

Adicionar proteínas, fibras alimentares e verduras faz toda a diferença, mas existem estudos que mostram que, em comparação aos óleos de soja, milho ou canola, a substituição pelo coco é uma boa alternativa”, explica a dra. Aline David Silva, nutricionista, mestre em fisiologia humana pela USP.

Para a nutricionista, a grande vantagem do óleo de coco em relação aos “concorrentes” está em seu processo de extração, feito de maneira natural. 

“Este processo apresenta uma quantidade de aditivos químicos muito menor, o que é uma vantagem.

A extração do óleo de coco é feita em um processo a frio, o que elimina a adoção dos chamados solventes orgânicos”, analisa a nutricionista.

Segundo os especialistas, o principal efeito do óleo de coco está diretamente ligado à saúde vascular.

A ingestão moderada do alimento para temperar saladas e até mesmo em substituição ao óleo de cozinha promove o aumento do chamado colesterol bom (HDL) e não interfere no chamado colesterol ruim (LDL).

“Um estudo publicado na revista Life Sciences Research Office apontou que o consumo de óleo de coco não aumenta o colesterol nem o risco de se desenvolver doenças coronarianas, pois ele regula as taxas de HDL, o bom colesterol”, explica a nutróloga Daniela Gomes, em entrevista publicada pelo site do HCor, o Hospital do Coração em São Paulo.

Outro ponto positivo está na ausência de restrição de consumo. Segundo Aline David, a regra é simples.

“Pessoas saudáveis podem consumir até 10% de gordura saturada em suas dietas, como é o caso do óleo de coco.

Pessoas com hipertensão e diabetes, por exemplo, também podem consumir, mas a ingestão deve ser menor, cerca de 7%”, avalia. 

Entre os que mais se beneficiam do óleo de coco estão os praticantes de atividades esportivas.

Por ser um tipo de gordura rica em triglicerídeos de cadeia média – um tipo de gordura que é rapidamente absorvida pelo corpo humano, o alimento fornece energia quase que de maneira instantânea para esportistas.

A gordura também é importante do ponto de vista hormonal, regulando a resposta inflamatória e imune. 

“Quando ingerimos o óleo de coco, ele é 100% aproveitado como , de forma rápida, pois não há a necessidade de enzimas para sua digestão e absorção”, aponta Alan Tiago Scaglione, nutricionista da Estima Nutrição, em São Paulo, em entrevista publicada pelo site Sua Corrida.

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