Pandemia pode causar vulnerabilidade comunicativa

A intubação e outras características respiratórias podem impossibilitar a comunicação oral dos pacientes.
As características respiratórias da doença causada pelo COVID-19 podem comprometer a comunicação oral dos pacientes.

A vulnerabilidade comunicativa pode ser identificada em pacientes que apresentam cansaço ou esforço respiratório, baixa intensidade vocal, alterações cognitivas causadas por hipóxia, deficiências pré-existentes e até mesmo o uso de EPIs que, embora fundamental para a biossegurança, pode dificultar a comunicação.

O Conselho Regional de Fonoaudiologia – sendo a Fonoaudiologia a ciência responsável pela comunicação humana – com a parceria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, estão instrumentalizando 2.128 leitos de terapia intensiva, 240 leitos clínicos e 334 equipes de Serviço de Atendimento de Urgência Móvel (SAMU) de 244 cidades de Minas Gerais com pranchas com símbolos pictográficos e alfabeto-números para possibilitar a comunicação a quem se encontra impossibilitado de realiza-la via oral.

O projeto gráfico é de autoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com a parceria da Isaac Brasil – Capítulo brasileiro da International Society for Augmentative and Alternative Communication e já foi traduzido e implantado em país como Espanha, França e Itália.

Vista dianteira, de, surdo, mulher, com, silencioso, gesto, frente, fundo amarelo Foto gratuita

Os hospitais da rede SUS no estado de Minas Gerais receberão os kits com duas pranchas, um manual básico de uso e uma carta de apresentação e solicitação de implantação do projeto assinada pelo subsecretário de políticas e ações em saúde do estado, Marcílio Dias Magalhães e pelo presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia, Raimundo Neto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *