Pandemia: Veja a relação entre o vírus e a Trombose

Levantamento indica que 39% dos médicos entrevistados atenderam ao menos um paciente infectado, que apresentou a formação de

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) divulgou, no dia 29 de julho, uma pesquisa para analisar a incidência de eventos trombóticos em pacientes com Covid-19.

O material foi elaborado com base nas respostas de aproximadamente 470 angiologistas e cirurgiões vasculares, associados da entidade, que puderam transmitir suas vivências e análises nos hospitais durante a .

O objetivo do levantamento é identificar o percentual de médicos que atenderam pacientes infectados pelo vírus SARS-Cov-2 e a sua implicação na formação de trombos.

Para que, assim, seja possível compreender a relação do novo com a saúde vascular e traçar as diretrizes clínicas para a doença na especialidade.

De acordo com o levantamento, 62% dos médicos atenderam os pacientes na rede privada de saúde, 33% na pública, 4% em entidades filantrópicas e 1% nas forças armadas.

No total, 39% dos vasculares entrevistados tiveram ao menos um paciente com venosa ou embolia, que testou positivo para a Covid-19.

Enquanto, 21% dos médicos tiveram casos de oclusão arterial. Esse número cai para 5% dos profissionais, quando se refere ao acidente vascular cerebral isquêmico por doença carotídea.

Surpreendentemente, de acordo com a pesquisa, a população idosa com Covid-19 não é a mais afetada pela trombose.

Apenas 8% dos participantes atenderam jovens de até 20 anos de idade; 51% atenderam infectados de 20 a 40 anos.

O maior número de atendimentos está na faixa etária de 40 a 60 anos, com 72%. A partir dos 60 anos de idade, esse número cai para 64%. 

É possível observar, também, que 82% dos angiologistas e cirurgiões vasculares tiveram pacientes com o novo coronavírus com trombose nos membros inferiores.

Enquanto, 12% dos médicos atenderam pacientes com o quadro nos membros superiores.

“O desenvolvimento de tromboses, seja arterial ou venosa, em membros superiores é muito pequeno.

Com a Covid-19, observamos na pesquisa, que este número foi muito maior do que o observado na prática do dia a dia”, explica o cirurgião vascular e diretor de publicações da SBACV, Dr. Marcelo Calil Burihan.

O aumento das incidências pode estar relacionado a traumas por punções e até mesmo uso de vasoconstritores.

Aproximadamente 66% dos vasculares tiveram ao menos um paciente que evoluiu para amputação do membro afetado.

Outros pontos que foram levados em consideração incluem a localização geográfica dos atendimentos, sexo, tratamento realizado e risco de mortalidade.

É possível visualizar os resultados na íntegra por meio do link.  

Por Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) é uma associação sem fins lucrativos, que visa a defender os direitos de seus profissionais, médicos e residentes, especialistas em saúde vascular.

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